terça-feira, 29 de junho de 2010

Iroko - Árvore frondosa Guardião da ancestralidade


Iroko - Árvore frondosa Guardião da ancestralidade Orixá masculino, de temperamento imprevisível e temperamental pouco cultuado; Seu culto está mais vivo em Casas de Tradição e morre à medida que antigos morrem também. Sua origem – como Nana – é do Daomé (jeje), posteriormente assimiladas pelos nagôs. É filho de Nana com Oxalá, o primogênito e irmão de Oxumarê e Omolu. Possui outros nomes: ROKO, LOKO, TEMPO (angola). Não possui sincretismo, mas há fracas evidências de sincretismo com S.Francisco de Assis – padroeiro dos animais e das plantas.

É entendido como um Orixá muito sério, violento e encolerizado, de caráter sério, reto e firme como uma árvore. Na natureza: é o próprio tempo (condições atmosféricas) e a árvore africana do mesmo nome que no Brasil foi substituído pela gameleira branca. Deve ser plantada de acordo com os diversos rituais e não pode ser cortada jamais- Só o tempo o corta.

É uma árvore muito grande, resistente que não se enverga com ventanias. Possui fortíssimas raízes. É um guardião de cada terreiro e da ancestralidade. É também a morada dos ancestrais. Quando Iroko cai é para anunciar o novo e para vencer a guerra. Qualquer árvore grande e velha pode ser a morada a Iroko. Alguns atribuem o fio de conta da senhoridade ( rungebe ) a Iroko. Dança: pega seu fio de conta com a boca e põe no pescoço de algum sacerdote importante; Veste-se todo de branco, com capuz de palha, muitos búzios e uma seta prateada na mão; Dia: terça feira;

Saudação: Iroko i só!!! Eeró!!!
Cores: branco, verde e cinza;
Símbolos: pé de iroko e gameleira.
Domínios: grandes árvores, variações climáticas; florestas.
Força emanada: proteção das variações climáticas e tempestades. perpetuação e morada dos antepassados;
Usa palha da costa em sua vestimenta.
Sua comida é o ajabó, o caruru, feijão fradinho, o deburu, o acaçá, o ebô e outras.

MITOLOGIA

QUEM PROMETE A IROKO DEVE CUMPRIR.

Havia uma vendedora de obis e orobôs que todos os dias, ao ir para o mercado, passava por um grande pé de iroko e lhe deixava uma oferenda, pedindo que ajudasse a engravidar, assim mais tarde, teria alguém para ajudá-la com a mercadoria que carregava na cabeça num pesado balaio e, também companhia na velhice.
Prometia a iroko um bode, galos, obis, orobôs e uma série de oferendas da predileção do Orixá da Árvore.
A mulher concebeu e deu a luz a uma filha, esquecendo-se da promessa no mesmo instante. Ao ir para o mercado, escolhia outro caminho, esquivando-se de passar perto de iroko, com medo que o Orixá cobrasse a promessa.
A menina cresceu, forte e sadia e, um dia a mulher teve necessidade de passar, com a filha, perto de iroko.
Não tinha outro jeito se não por ali. Saudou a árvore, sem se deter, e seguiu seu caminho, com o balaio na cabeça.
A criança parou junto a quem lhe tinha dado a vida (sem de nada saber), achando Iroco belo e majestoso.
Apanhou uma folha caída no chão e não se deu conta que a mãe seguia em frente, andando mais depressa que de costume, quase correndo. Quando a mulher percebeu que tinha caminhado ligeiro demais, já estava muito afastada da menina.
Olhando para trás. Viu a árvore bailando com a criança e falando da promessa abandonada. As enormes raízes abriram um buraco na terra, suficientemente grande para tragar a menina, propriedade do orixá.
“Quem prometer, que cumpra”.

IROKO ENGOLE A DEVOTA QUE NÃO CUMPRE A INTERDIÇÃO SEXUAL
Era uma vez uma mulher sem filhos, que ansiava desesperadamente por um herdeiro. Ela foi consultar o babalaô e o babalaô lhe disse como proceder: Ela deveria ir à árvore de Iroko e a oferecer um sacrifício, comidas e bebidas. Com panos vistosos ela fez laços e enfeitou o pé de Iroko. Aos seus pés depositou o seu ebó. Fez tudo como mandara o adivinho, mas de importante preceito ela se esqueceu. Ela deu tudo a Irôko, ou, quase tudo. Ela esqueceu que o babalaô mandara que nós três dias antes do ebó ela deixasse de ter relações sexuais. Só então, assim, com o corpo limpo, deveria entregar o ebó aos pés da árvore sagrada.

Iroko irritou-se com a ofensa, abriu uma grande boca em seu grosso tronco e engoliu quase totalmente a mulher, deixando de fora só os ombros e a cabeça. A mulher gritava feito louca por ajuda e toda a aldeia correu para o velho Iroko. Todos assistiam o desespero da mulher. O babalaô foi também até a árvore e fez seu jogo, e o jogo revelou sua ofensa, sua oferta com o corpo sujo. Mas a mulher estava arrependida e a grande árvore deixou que ela fosse libertada. Toda a aldeia ali reunida regozijou-se pela mulher. Todos cantaram e dançaram de alegria. Todos deram vivas a Iroko. Tempos depois a mulher percebeu que estava grávida e preparou novos laços de vistosos panos e enfeitou agradecida a planta imensa. Tudo ofereceu-lhe do melhor, antes resguardando-se para ter o corpo limpo. Quando nasceu o filho tão esperado, ela foi ao babalaô e ele leu o futuro da criança: deveria ser iniciada para Iroko. Assim foi feito e Iroko teve muitos devotos. E seu tronco está sempre enfeitado e aos seus pés não lhe faltam oferendas.



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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Brasileiras são 40% do tráfico humano de Portugal


Brasileiras são 40% do tráfico humano de Portugal
As brasileiras representam 40% do total das estrangeiras em Portugal vítimas de exploração sexual. É o que revela o Relatório de 2009 do Observatório do Tráfico de Seres Humanos, órgão ligado ao governo português.


A maioria das brasileiras é levada ou atraída para Portugal sem saber que terá de se prostituir, informou Joana Daniel Wrabetz, responsável pelo relatório.

“O perfil da vítima de exploração sexual é brasileira solteira com mais de 25 anos e que vem para Portugal com proposta de trabalho”, disse Joana. Elas partem principalmente de estados do Nordeste e de Goiás e Minas Gerais.

Geralmente o tráfico é feito por portugueses que conhecem casas de prostituição onde podem explorar as brasileiras. Há casos em que o crime é praticado em parceria com estrangeiros, incluindo brasileiros que moram lá ou no Brasil.

Para impedir que as brasileiras fujam, os exploradores ficam com os documentos delas. Há casos de cárcere privado. "As mulheres são mantidas em regime de escravatura", disse Joana.

Ela informou que mesmo os casos de brasileiras que vão para Portugal já sabendo que terão de se prostituir são tidos como tráfico humano, que lá é crime grave.

Joana disse que as brasileiras são a maiorias entre as prostitutas estrangeiras pelo fato de a comunidade brasileira ser a maior de Portugal. Elas não entram na estatística da imigração ilegal -- são consideradas à parte.

Gustavo Behr, presidente da Casa do Brasil, lamenta que, por conta do tráfico humano, as brasileiras da comunidade, principalmente as solteiras, enfrentam o estereótipo da prostituição.

Autoridades portuguesas e brasileiras estão trabalhando em conjunto no combate à exploração. No começo deste ano, o Ministério Público Federal em Jales (SP) denunciou (acusação formal) à Justiça quatro homens suspeitos de enviar mulheres para Portugal.

Behr informou que há brasileiros fazendo o caminho de volta por causa da crise econômica de Portugal e do bom momento brasileiro na geração de emprego e de oportunidades.

As autoridades dos dois países acreditam que essa inversão do fluxo vai contribuir para deter o tráfico de brasileiras.

Com informação da BBC Brasil, O Globo e MPF.

fonte: PAULOLOPESWEBLOG

2010- Polônia aprova lei polêmica de crimes sexuais constante na castração química


segunda-feira, 28 de junho de 2010
Polônia aprova polêmica lei de crimes sexuais constante na castração química


No início de junho, foi aprovada na Polônia uma lei sobre a “castração química” de estupradores e criminosos condenados por incesto. A questão foi amplamente debatida em 2008 por conta do caso de um pai que manteve sua filha em cativeiro por mais de 6 anos, sendo que a moça chegou a engravidar duas vezes, devido aos estupros constantes de seu pai. O texto legislativo é decorrência deste influxo midiático.


A lei dispõe que qualquer pessoa condenada por estuprar um menor de 15 anos ou pessoa da família poderá ser submetida a tratamento psicológico e farmacêutico, para reduzir o desejo sexual. Esta é a chamada “castração química”.


Ademais, as penas privativas de liberdade foram aumentadas: antes a previsão era de 2 a 12 anos e, agora, de 3 a 15 anos. Outro aspecto importante insculpido é a pena de até 3 anos de reclusão para quem tentar seduzir crianças pela internet.


As entidades de direitos humanos têm feito muitas críticas à lei polonesa e ao seu idealizador, ministro Donald Tusk, o qual se manifestou no sentido de que os pedófilos mereceriam menos direitos que as demais pessoas, porque seriam desumanos e degenerados.






fonte: prof. Luiz Fernando Pereira Neto

domingo, 27 de junho de 2010

Racismo no tênis




Júlio Silva acusa tenista austríaco de racismo. Foto: Antonio Saturnino
O tenista austríaco Daniel Koellerer é acusado de racismo. Segundo o tenista brasileiro, Júlio Silva, durante uma partida entre os dois na última terça-feira na Itália, Koellerer, que já se meteu em várias polêmicas, teria dito ao brasileiro para “voltar para a floresta, porque era um macaco”.

Segundo Silva em uma outra partida, o austríaco já teria feito o símbolo de uma banana e coçado a orelha em sua direção.

O brasileiro fez registro em uma delegacia de crime de racismo. A sua queixa para o juiz da partida não foi considerada. Já existem várias tentativas de banir Koellerer do esporte por conta de outras confusões.
A Tarde

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Hospital extingue capela e cria espaço laico; arcebispo protesta


Hospital extingue capela e cria espaço laico; arcebispo protesta

Fiéis afirmam que foram despejadas

A direção do HCPA (Hospital de Clínicas de Porto Alegre) decidiu fechar a sua capela, cujo local será ocupado por um ambiente de espiritualidade, mas laico, sem nenhum símbolo religioso.

Elisa Ferraretto, da assessoria de comunicação do hospital, informou que a Associação Literária Boaventura, responsável pelas cerimônias e cinco missas semanais da capela, foi avisada de que terá de sair dali até o final do mês.

A partir de agora, a família de paciente que desejar assistência religiosa, como a extrema-unção, terá de chamar um sacerdote de fora, porque não mais haverá um capelão disponível. Consternado, o frei Marion Kirschner, o capelão, não quis falar com a imprensa.

Elisa disse que o HCPA resolveu cumprir o artigo 19 da Constituição, que proíbe que os órgãos públicos privilegiem uma religião em detrimento de outras.

Explicou que a direção do hospital decidiu pelo espaço laico, com ilustrações e músicas neutras, em vez de ter um ambiente ecumênico – o que poderia ser complicado por causa das inúmeras religiões.

Fundado em 1970, o HCPA é mantido com recursos do Ministério da Educação e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O arcebispo Dadeus Grings, de Porto Alegre, avisou: “Vai ter briga”. Disse que a Cúria Metropolitana pretende recorrer à Justiça contra a extinção da capela.

“Não nos avisaram, simplesmente despejaram. Tiraram a nossa liberdade lá dentro para colocar a nova era.”

Ele argumentou que a decisão do hospital ignora o acordo assinado recentemente entre o Vaticano e o presidente Lula, o qual, no seu entender, assegura a presença da Igreja Católica em espaços públicos.

Alguns fiéis – entre eles funcionários do hospital – criticaram a decisão. “Achamos justo que outras religiões sejam representadas, mas questionamos a forma como fomos tratados. Eles [a direção do hospital] nos desrespeitaram”, disse Vera Lúcia Rodrigues, 50.

Elisa disse que a tendência mundial é privilegiar a diversidade religiosa. “Temos 5 mil funcionários de diferentes credos e era natural que ocorresse isso [a extinção da capela].”

A decisão do HCPA contribui para um embate que vem se travando nos últimos anos. De um lado estão os defensores da exclusão dos símbolos religiosos do espaço público, porque o Estado é laico, e, do outro, a Igreja Católica, que, embora o número de seus fiéis esteja se reduzindo, diz ser o catolicismo parte da cultura brasileira, o que justifica, segundo ela, a presença de seus símbolos nas repartições.

Com informações do Zero Hora.weblogpaulolopes

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Universal usa como prova de adultério 'saco raspado' de pastor


Universal usa como prova de adultério 'saco raspado' de pastor



Romualdo Panceiro (foto), 50, da Igreja Universal, se dirige a um pastor: “Como ela vai saber que o seu saco é raspado?”

Não se ouve nada de resposta, numa indicação de que o pastor se deu por abatido pelo homenzarrão de gestos largos e bruscos.

“Ela”, no caso, é uma mulher casada da região de Jaboticabal (SP) que vinha tendo um caso com o pastor, sem que o marido soubesse. A moça, não se sabe por que, denunciou o amante à Igreja Universal e, como prova de que falava a verdade, disse que ele aparava os pelos pubianos.

“Você acha que ela iria arriscar a reputação dela inventando uma coisa a seu respeito?”, insistiu Panceiro.

O episódio ocorreu em 2008 durante uma videoconferência onde Panceiro, o segunda na hierarquia da igreja, disse que a partir daquele momento a demissão por má conduta de pastores não mais se daria “nos bastidores”, nos escritórios da igreja, mas durante encontros como aquele, para que todos soubessem o que lhes aconteceria caso saíssem da linha.

Aparentemente, o pastor de “saco raspado” e outro também acusado de adultério compareceram à videoconferência sem saber que seriam usados no showzinho de Panceiro.

“Então, meu caro, dito pelo não dito, você vai procurar trabalho. Você entendeu? Você entendeu? Pode sair”, disse Panceiro ao pastor de pelos aparados.

Há mais de dez anos que o ex-drogado Panceiro é a mão forte, o punho, de Edir Macedo na condução da Igreja Universal.

É Panceiro que cobra diretamente dos pastores das sedes regionais um bom ‘faturamento’ dos dízimos e das ofertas. Ele mete medo nos pastores, nos adúlteros e sobretudo nos que não obtêm boa arrecadação dos fiéis e nos que tentam desviar para o seu bolso as contribuições.

A demissão sumária dos dois pastores faz parte dos vídeos de videoconferências da Universal aos quais a Folha de S.Paulo teve acesso. Em outras imagens, Panceiro, o mesmo que não admite adultério, diz aos pastores para se aproximar dos bandidos, de modo a tirar proveito deles.

É o mesmo Panceiro, também, que está sendo investigado pela polícia e Ministério Público de São Paulo por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
fonte: weblogpaulolopes

terça-feira, 22 de junho de 2010

Kaká diz sofrer preconceito religioso de jornalista ateu

O jogador da Seleção Brasileira Kaká (foto) acusou nesta terça-feira (22) o jornalista Juca Kfouri (foto), que é ateu, de preconceito religioso.

Durante uma entrevista coletiva em Joanesburgo, ele não se conteve diante de André, filho do Kfouri: “Os canhões do blog de teu pai têm me atingido [...], e o motivo não é profissional”.

O jogador disse ter sido alvo do jornalista porque ele, Kaká, defende a “fé em Jesus”. Kaká é evangélico da Renascer em Cristo e Caroline Celico, sua mulher, pastora.

O jogador mandou um recado: “Da mesma forma que o respeito como ateu, gostaria que ele respeitasse a mim e os milhões de brasileiros que creem em Jesus Cristo”.

Kfouri, da Folha, ESPN e CBN, negou a perseguição religiosa. Em seu blog, escreveu não ter alvejado o jogador com uma bateria de críticas. “Kaká provavelmente está mal assessorado, tanto que o considerei o melhor em campo no jogo contra Costa do Marfim”.

Para o jornalista, o problema de Kaká é que ele “enfiou Jesus onde Jesus não foi chamado”.

Com informações da ESPN.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pastor abusava de meninas em oração de ‘cura interior'


Pastor abusava de meninas em oração de ‘cura interior'
O pastor José Cleber Rodrigues dos Santos (foto), o Clebinho, abusava de jovens durante orações de “cura interior”. Em um quarto dos fundos do templo, ele untava o corpo de adolescentes e introduzia o dedo na vagina delas para, segundo dizia, acabar com uma “maldição hereditária”. Os abusos ocorreram em 2006. A idade das vítimas vai de 12 a 17 anos. Elas teriam sido pelo menos quatro.

Ele tinha uma igreja, a Metodista Unida, em Rolim de Moura, cidade de 50 mil habitantes de Rondônia que fica a 402 km de Porto Velho, a capital. Antes, tinha sido pastor da Metodista Weleyana, na mesma cidade.

Além dos rituais da "cura interior", o pastor passava a mão no corpo das meninas, mordiscava seus seios e tirava fotos, de acordo com o que consta nos autos do processo criminal.

Em 2008, Clebinho foi condenado em primeira instância a oito anos, um mês e quinze dias de prisão em regime fechado por estupro a atentado violento ao pudor. Mas obteve o benefício de recorrer em liberdade da sentença. E sumiu do mapa antes de um novo julgamento.

Em março deste ano, o Tribunal de Justiça confirmou a condenação, e a Polícia Federal teve de procurar o pastor, que foi localizado em uma cidade de Mato Grosso. Antes que fosse preso, ele se entregou no começo deste mês.

A Ordem dos Ministros Evangélicos da cidade declarou que Clebinho nunca foi “reconhecido” como pastor, embora ele, até a condenação, tenha agido sem ser incomodado por seus colegas evangélicos.

Com informação do Rol News.

paulolopesweblog

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Quem é de Axé, Diz que é (Censo 2010)


Quem é de Axé, Diz que é (Censo 2010) Saiba mais sobre a importância dos adeptos afros, assumirem suas crenças no Censo 2010 Atenção! O 12º Censo Demográfico, já está aí. Começa em agosto. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai realizar a coleta de dados que irá compor o mais completo retrato da população brasileira. Pela primeira vez o Censo vai incorporar os itens “raça e etnia” na pesquisa feita pelos recenseadores em todos os domicílios residenciais. Até agora, os dados divulgados pelo IBGE sobre essa temática eram realizados apenas por amostragem. Portanto, a desagregação dos dados por raça e etnia deverá influenciar no aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial e étnica no Brasil. Neste sentido, opinião pública precisa ter acesso às informações e ser sensibilizada a partir da produção de conteúdos que viabilizem as condições sócio-econômicas de afro-descendentes e indígenas no país.

Com relação às Religiões Afro-Brasileiras, o número de adeptos que se declararam “filhos de santo” no último censo (2000), é 20 vezes menor que o real, totalizando somente 6.859 habitantes. O grande desafio, agora, é conscientizar os adeptos das Religiões Afro-Brasileiras a se declararem “do Santo” neste próximo censo. Por medo de retaliação no ambiente de trabalho ou até mesmo de amigos, muita gente acaba se declarando pertencente a religiões cristãs ou mesmo ao espiritismo, que é diretamente associado ao Kardecismo. O Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU apoiou em 2009, a mobilização de afrodescendentes para os censos de 2010 e o Brasil liderou a articulação internacional para desagregação de dados por raça e etnia.

Há relatos de Sacerdotes das Religiões Afro-Brasileiras, de que vem crescendo, ano a ano, o orgulho de se assumir “do Santo”. Entretanto, muitos deles afirmam que, a maioria das pessoas que procura atendimento, ainda se autodenomina como “simpatizante” e não adepto da religião. Entre os jovens, muitos acabam engrossando a fileira dos espíritas e não dos Afro-Religiosos. Na escola e entre amigos, não tão íntimos, eles dizem que são espíritas por receio de sofrer preconceito.

O lançamento da Campanha “Quem é de Axé, diz que é”, vem se estendendo por todo o Brasil. Na cerimônia ocorrida recentemente no Rio de Janeiro, foi assinado o convênio entre a SUPERDIR (Superintendência de Direitos Humanos Coletivos e Difusos) e a SEPPIR criando o Centro de Referência de Enfrentamento à Intolerância Religiosa e a Promoção dos Direitos Humanos e do termo de compromisso para apoio ao projeto de catalogação de peças religiosas afro-brasileiras que foram seqüestradas nas décadas de 30 e 40, durante a ditadura militar. O coordenador de Política Institucional do CEN (Coletivo de Entidades Negras) e elaborador da campanha, Marcio Alexandre M. Gualberto, apresentou a mesma aos presentes. Portanto, quando o IBGE perguntar sobre sua religião, diga com clareza: “Eu sou do Candomblé ou da Umbanda. Sou do Axé”

Fonte: Jornalistas

O suicídio nas religiões


O suicídio nas religiões A inspiração para fazer este texto veio de um suicídio de uma garota relativamente conhecida na cidade em que moro que cometeu tal ato. Sempre que algo assim acontece, muito se comenta e pouco se faz. Na verdade não há muito que se fazer. Independente dos motivos que a levaram a isso, sempre questionamos se foi um ato de covardia ou coragem. Tenho para mim que o suicídio é um misto de ambos.
É covardia de enfrentar os problemas conhecidos e coragem de enfrentar os novos problemas que virão.
Se é que virão. Essa ambigüidade nos leva a outra dupla. O ceticismo e a religiosidade.
O suicida deveria obrigatoriamente ser cético. Se um suicida fosse religioso dificilmente se mataria, pois acreditaria que o pior ainda está por vir. Então o se o cético tiver razão...Ele se deu bem. Depois da morte não existe mais nada. Acabou. Finito. Inexistência de alma e conseqüentemente de obrigações futuras no desenvolvimento da mesma. O problema é que, por mais que se acredite em uma coisa, sempre vai ser crença. Ninguém tem provas do “depois”. Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa: A visão de algumas religiões a respeito do suicídio.

Religiões cristãs e judaísmo:
Essas duas religiões condenam totalmente o suicida e é crime espiritual sem salvação. No judaísmo o suicídio é um crime dirigido a Deus por que este ato faz com que o homem se declare senhor de sua própria vida. O suicida não é nem enterrado de acordo com ritual utilizado normalmente (“Kaddish”) e é enterrado longe dos demais. No cristianismo a alma do suicida vai direto para o inferno sem escalas e fica a disposição do Diabão

Budismo:
Sem entrar muito na descrição da religião (deixo para outra oportunidade), digamos que não existe um Deus ou deuses no budismo. O que vale é a iluminação espiritual de cada indivíduo. Buda não foi um deus e sim um humano que atingiu a máxima iluminação. Mesmo não havendo um ser supremo, a alma humana é muito valorizada. Então vamos para o suicida. No budismo o que vale é o motivo do suicídio. Se foi um motivo honrado e a pessoa partiu sem mágoas ou ressentimentos, seu espírito está tranqüilo e poderá ir para a anrakukoku (Terra Pura...onde os budistas esperam ir depois da morte) Já que uma morte com honra é válida, os budistas ficaram conhecidos na história das guerras por seus atos. Os suicidas vietnamitas e os Kamikazes japoneses durante as guerras e a cerimônia do seppuku ( cerimônia suicida) dos samurais foram consideradas mortes honradas e sem penalidades para a alma dos indivíduos.

Candomblé:
Antes de falar do destino do suicida, precisamos conhecer um pouco de Exu.
O Exu é um Orixá (semelhante a um Deus) do candomblé. Ele é guardião entre os mundos material e espiritual. É o único orixá que poder caminhar entre esses mundos e, por isso mesmo, acaba sendo um mensageiro, levando os pedidos dos homens para outros orixás. Suas cores são o vermelho e o preto e seu elemento é o fogo. Como o candomblé é muito parecido com a religião voodu também não existe uma separação efetiva do bem e do mal. O Exu lembra um pouco o Barão Samedi. Ele é que faz o trabalho sujo. Suas características acabaram o aproximando no sincretismo religioso com o diabo (erroneamente... é claro). Então vamos para o Suicida... Após a morte, o suicida se reúne a outros mortos no séqüito de Exu. Assassinados, suicidas e pessoas que não foram muito boas em vida acabam no mesmo barco. Obrigatoriamente ficam unidos ao Exu por sete anos, vagando pelo mundo e ajudando em suas ações.

Islamismo:
Em tempos de terrorismo crescente no mundo o islamismo acabou ficando com uma marca negativa devido a atos isolados justamente de suicidas. O Islamismo puro não é a favor do suicídio e o condena.
O problema é que existem as “brechas na lei”. Só dando um exemplo de outra religião sobre essas “brechas”, o catolicismo deixa bem claro em seus mandamentos o “não matarás”. Mas durante as cruzadas os soldados matavam, estupravam, roubavam e torturavam... Estavam, porém cobertos espiritualmente por uma Bula Papal que os absolvia por antecipação de todos os pecados cometidos durante a missão da igreja!
Voltando ao islamismo, o líder religioso tem o poder de absolver previamente os pecados cometidos pelos fiéis em função da religião. Numa guerra santa, se o suicida comete tal ato para matar infiéis, ele provavelmente será recompensado na outra vida. Mas o suicídio cometido como fuga de problemas mundanos é altamente condenado e o suicida provavelmente queimará durante a eternidade no mármore do inferno.

Espiritismo:
Para o espírita não existe necessariamente Céu e Inferno. O que vale é a evolução da alma durante as diversas encarnações. Quando um indivíduo se mata, interrompe seu processo de evolução...Afinal, os problemas terrenos existem para que, ao enfrentá-los, o indivíduo se desenvolva. “O suicida é qual o prisioneiro que se evade da prisão, antes de cumprida a pena; quando preso de novo, é mais severamente tratado.” Para o espírita, a alma do suicida não está condenada eternamente...Sua alma, no entanto, tem sua evolução comprometida por um tempo indefinido. Uma alma que desencarna antes da hora fica perdida em sua própria consciência e precisa de muita ajuda para retornar ao caminho da evolução.

Seitas diversas com suicídio coletivo:
Em 73 D.C., comandados por Eleazar Ben Yair, cerca de 960 zelotes judeus - homens, mulheres, inclusive crianças e anciãos - se mataram dentro de uma fortaleza construída no alto de uma rocha chamada Massada, região de Israel, para que o grupo revolucionário não fosse capturado pelo exército romano, ficando vivas somente duas mulheres e cinco crianças para contar a história. Em 18 de novembro de 1978 , em Jonestow, uma aldeia no meio da selva da Guiana, mais de 900 pessoas morreram ao ingerir uma mistura de suco de laranja com cianureto. Os que se recusaram a beber o veneno foram assassinados. Este suicídio associado ao fanatismo religioso foi obra do pastor americano Jim Jones e sua seita, o Templo do Povo. O cadáver de Jim Jones foi encontrado ao pé de sua cadeira com um bala no crânio. A autópsia mostrou que não bebera o veneno. Foram contadas 275 crianças e 12 bebês entre os mortos. Em setembro de 1985, nas Filipinas, a sacerdotisa suprema Mangay Anon Butaog matou seus fiéis com formicida para que todos vissem “a imagem de Deus”. Em 29 de agosto de 1987, na cidade de Yongin, Coréia do Sul, a sul-coreana Park Soon Ja, conhecida como “mãe benevolente”, realizou um ritual macabro onde morreram 28 mulheres e quatro homens. Em abril de 1993, em Waco, Texas, sudoeste dos EUA, um incêndio provocado pelos fiéis da seita Ramo Davidiano (dissidentes da Igreja Adventista do Sétimo Dia, separados dela desde 1934) destruiu o Rancho do Apocalipse, sede do culto liderado por Vernon Howell, que se intitulava a reencarnação de Cristo. Morreram mais de 80 pessoas, inclusive crianças, escapando nove fiéis vivos.
Em 1995, os seguidores da seita Ordem do Templo Solar morreram em um ritual de assassinato consentido seguido de suicídios.
Independente de questões religiosas... Pensamentos suicidas são muito comuns na mente das pessoas.É difícil encontrar alguém que diga que nunca pensou na possibilidade. É inclusive freqüente na adolescência devido a gama de emoções e paixões vividas nesta fase. Mas acreditem quando eu digo...Não existe problema sem solução nem sentimento que não passe. Tudo é uma questão de dar tempo ao tempo. Quantas vezes na vida enfrentamos situações chatas na vida e , depois de alguns meses, até rimos daquilo? Lembra aquela vez no colégio que você até chorou por causa de uma prova pois tinha medo de tirar nota baixa? Não ficou para trás? Todos Durante a vida enfrentam problemas sérios. Alguns familiares, outros financeiros, emocionais...aquela garota não gosta de mim...ohhhh vou me matar!!!!
Gente...enfrentem tudo com cabeça erguida e saiam por cima das situações.
Ame você mesmo acima de tudo!

Fonte: Casos sobrenaturais

Tempo - Zará Tempo ô!


Tempo - Zará Tempo ô! Quatro é o número da Terra; quatro foram os dias que Olorum levou para criar o mundo; a cada dia, Olorum criou quatro Odus – num total de 16; quatro são as estações do ano: verão, inverno, outono e primavera; quatro são os elementos da natureza: fogo, água, terra e ar. Ligado a este número, está o Orixá Tempo – de origem Angola e Congo – semelhante ao Iroko, da Nação Ketu e a Loko, de Nação Jeje. Tempo é o senhor das estações do ano; regente das mutações climáticas. Está ligado ao frio, ao calor, à seca, às tempestades, ao ambiente pesado e ao ambiente agradável. Tempo está relacionado e vinculado ao meio ambiente, pois qualquer choque ambiental tem a sua regência ameaçada. O Tempo é a Natureza pura!
Nas casas de Angola, Tempo é reverenciado como o Pai da Maionga, do banho astral, que vai purificar o corpo dos seguidores e iniciados no culto. Momento, também, de maior purificação, feita através do banho com ervas, água do mar, de cachoeira, de rio, de mina e de chuva, etc.
Tempo está sempre em movimento, entre uma e outra extremidade dos pólos. Ora está em Exu – equilíbrio negativo do Universo – ora está em Oxalá – equilíbrio positivo do Universo; ora intermediário entre um e outro pólo. Tempo é equilíbrio e desequilíbrio, ao mesmo tempo. Ele é o segundo, o minuto, a hora, os dias....o tempo!
O Tempo rege as estações do ano: Tempo é o outono: período de mudança das plantas, dos ventos fortes, do clima meio nublado, sem beleza, mas de fundamental importância para o surgimento de um novo ciclo de vida.
Tempo é inverno: período de frio, chuvas permanentes, ambiente gelado e úmido.
Tempo é verão: período de forte calor, de sol escaldante, de seca, de estiagem.
Tempo é primavera: período da beleza das plantas, do nascimento e do desabrochar das flores, do clima agradável, do frio gostoso e do sol morno, sadio; período em que a Natureza é mais colorida e talvez mais bela de ser ver. Tempo é o passeio por todas essas estações.
Tempo é a escala do tempo, por isso sua ferramenta é uma escada, em referencia ao crescimento do tempo em nossa volta. É a energia em constante deslocamento nos quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste.
O TEMPO na história da humanidade
O ternário sagrado, ZÂMBI, OXALUFÃ e ZAMBIRA (Ifá) têm reuniões constantes , onde são convocados todos os Orixás: Oxum, Iemanjá, Iansã, Nanã, Ogum, Oxossi, Xangô, Oxumarê, Ossayin, etc, onde sempre está o assessor direto de Zâmbi, calado num canto, anotando todas as decisões que implicam diretamente nas suas ações com a humanidade. É o Orixá TEMPO, implacável e inexorável, que governa o Tempo e o Espaço, que acompanha e cobra o cumprimento dos caminhos de cada um, determinando o início e o sem fim de tudo. Conhecido e respeitado na Mesopotâmia e Babilônia como ENKI, o Leão Alado, que acompanha todos os seres do nascedouro ao infinito; cultuado no Egito como ANÚBIS, o deus Chacal que determina a caminhada infinda dos seres desde o nascimento até atravessar o Vale da Morte (Livro dos Mortos - Egito). Também venerado como TEOTIHACAN entre os Incas e VIRACOCHA entre os Maias como o Senhor do Início e do Fim; não podemos esquecer do Panteon Grego e Romano, onde era conhecido e respeitado como CRONUS, o Senhor do Tempo e do Espaço, que abriga e conduz à todos inexoravelmente a caminho da Eternidade.

Mitologia
Os Angolas e os Congos, contam uma lenda sobre o Inkice Tempo. Diziam que ele era um homem muito agitado, que resolvia varias coisas ao mesmo tempo e que realiza várias tarefas de uma só vez. Reclamava, entretanto, que o dia era muito pequeno e que não conseguia realizar tudo aquilo que desejava, nos prazos estabelecidos por ele mesmo. Reclamava demais. Cobrava de Zambi (Oxalá nas nações Angola e Congo) ter nascido lento e incapaz de realizar tudo o que pretendia, mesmo que, na realidade, fosse um homem forte, veloz, astuto e competente. Mesmo assim, não se considerava capacitado para realizar seus objetivos e acusava Zambi de ter feito o dia muito pequeno.
Um dia, Zambi lhe disse:
- Você e muito afoito. Parece que errei em sua criação, pois você não se conforma com o eu feito.
E ele retrucou a Zambi:
- Não tenho culpa se o Senhor, Pai, fez o dia tão pequeno. As horas são tão miúdas que não dá tempo para realizar tudo aquilo que planejo!
E Zambi, aborrecido, mas admirado pela coragem do seu filho, determinou então:
- Já que você considera que o tempo é pequeno, passará,então,a controlá-lo e administrando o verão, o inverno, o outono e a primavera. Andará, então, pelo fogo, pela água, pela terra e pelo ar. Não terá, mas problemas de tempo. Será, então conhecido com Tempo e regerá os movimentos da Natureza.
E, na terra, o povo clama o seu Inkice entoando a cantiga:
“ E Tempo Zará... e Tempo Zará Tempo ô!
E Tempo para trabalhar...
“ E Tempo Zará... e Tempo Zará Tempo ô!
E Tempo para comer...
“ E Tempo Zará... e Tempo Zará Tempo ô!
E Tempo para beber...
“ E Tempo Zará... e Tempo Zará Tempo ô!
E Tempo para viver...”

Fonte: Pesquisa: Grupo de Estudos-2010
Revista Planeta

Estado laico e radiodifusão religiosa


Estado laico e radiodifusão religiosaEstado e Igreja católica sempre estiveram muito próximos no Brasil. Herdamos dos colonizadores portugueses esse vínculo e não foi por acaso que fomos chamados de “Terra de Santa Cruz’’ e o primeiro ato solene em solo brasileiro tenha sido a celebração de uma missa.

A Constituição outorgada de 1824 estabelecia o catolicismo como religião oficial do Império. Essa condição perdurou até o início da República, quando Deodoro da Fonseca assinou o Decreto 119-A, de 7 de janeiro de 1890. Desde então, instaurou-se a separação entre Igreja e Estado e nos tornamos, do ponto de vista legal, um Estado laico (do latim laicus, isto é, leigo, secular, neutro, por oposição a eclesiástico, religioso). Embora no Preâmbulo da Constituição de 1988 conste que ela foi promulgada ‘’sob a proteção de Deus’’, o inciso I do artigo 19, é claro:
‘’Artigo 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.’’

Comercialização do horário nobre

É exatamente por ser a Constituição de um Estado laico – e em coerência com o Artigo 19 – que a alínea b, do inciso VI, do artigo 150 proíbe a tributação sobre ‘’templos de qualquer culto’’ para não ‘’embaraçar-lhes o funcionamento’’ do ponto de vista financeiro. Esta breve introdução histórico-legal vem a propósito de notícias que têm sido veiculadas na grande mídia nessas últimas semanas. O jornalista Daniel Castro, por exemplo, informa em sua coluna “Outro Canal’’ na Folha de S.Paulo (18/9/2008):

‘’A Band se abriu de vez para o mercado da fé. No mês passado, vendeu 22 horas da grade da Rede 21, emissora do mesmo grupo, para a Igreja Mundial do Poder de Deus. O negócio deverá render à TV R$ 420 milhões nos próximos cinco anos.

O Ministério (sic) Silas Malafaia (Assembléia de Deus) ocupa a grade da Band da 1h30 às 7h. Pagará cerca de R$ 7 milhões por mês ou R$ 336 milhões em quatro anos (duração do contrato)’’.

A Igreja Mundial do Poder de Deus, além das 22 horas semanais na Rede 21, já veicula seus programas na RedeTV! e na Rede Boas Novas, esta vinculada à Igreja Evangélica Assembléia de Deus (IAD), que controla 36 emissoras de televisão, sendo sete em VHF e 29 em UHF, em 24 estados e no Distrito Federal.

A Band comercializa também boa parte de seu horário nobre com a Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD), do pastor R. R. Soares, na telinha diariamente como resultado de um contrato que se estima girar em torno de 5 milhões de reais/mês. Esta igreja controla 85 canais de televisão, sendo que 77 em UHF, sete em VHF e um canal a cabo, em 24 estados.

Sublocação de serviço público

Segundo Daniel Castro, “a Band (rede de televisão) tem hoje 40 horas e 30 minutos de programação religiosa por semana, apenas três a menos do que a Record, que pertence à Igreja Universal. A campeã de aluguel de horário a igrejas é a Rede TV!. Tem 58 horas semanais de orações e exorcismos’’. E mais: a Rede SBT – a única que ainda não veicula programação religiosa – recebeu, pelo menos, uma proposta do missionário R. R. Soares, o mesmo que está no horário nobre da Band todos os dias. Diante das evidências – que não se restringem aos dados citados e envolvem tanto igrejas evangélicas como católicas – não há como escapar de duas questões que, leiga e ousadamente, gostaria que fossem consideradas como “constitucionais’’: Primeiro, é correto (no sentido de legal) que grupos privados possam negociar e auferir lucro do aluguel, sublocação (ou seria subconcessão?) de “partes’’ de um serviço público que lhes foi outorgado pelo Estado?

Um serviço público que, por definição, deve estar “a serviço’’ de toda a população, pode continuar a atender interesses particulares de qualquer natureza – inclusive, ou sobretudo, religiosos? Ou, de forma mais direta: se a radiodifusão é um serviço público cuja exploração é concedida pelo Estado (laico), pode esse serviço ser utilizado para proselitismo religioso?

E, por fim, uma curiosidade: a Lei 9.612/1998 proíbe o proselitismo de qualquer natureza (§ 1º do artigo 4º) nas rádios comunitárias. Será que a norma que vale para as outorgas desse serviço público de radiodifusão não deveria valer também para as emissoras de rádio e de televisão pagas e/ou abertas?

Fonte: Observatório da Imprensa

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morre Saramago, o escritor para quem a Bíblia era idiotice


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morreu na manhã desta sexta (18), nas Ilhas Canárias (Espanha), escritor José Saramago (foto), aos 87 anos.

Embora tenha ganhado o Prêmio Nobel, o único até agora da literatura em português, Saramago, como escritor, está longe da unanimidade: seus livros dividem críticos e leitores em geral.

Mas em algo todos – afetos e desafetos – concordam: comunista e ateu, o escritor português era um implacável crítico das religiões, principalmente do cristianismo, o que fica claro em alguns de seus livros, como “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”.

Como seu jeito suave de falar, Saramago dizia coisas que enfureciam os religiosos, como “a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana".

Para ele, A Bíblia é uma loucura, porque “passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a visão dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável.”

Irônico, ele afirmava que, mesmo assim, as pessoas deveriam ler a Bíblia – “para perder a fé”. Mas não recomendava a leitura aos adolescentes porque está cheia de “maus conselho, como incestos, matanças”.

Ele costumava falar sobre a “idiotice” do inferno eterno do catolicismo. “Os humanos são muito mais misericordiosos [do que o Deus cristão]. Quando alguém comete um delito, vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão, para depois ser reintegrado na sociedade”.



Dizia ser um absurdo a criação do universo conforme descreve a Bíblia. “Deus decidiu criar o universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou no sétimo. E está descansando até hoje! Nunca mais fez nada. Isto tem algum sentido?”

Suas críticas à Bíblia se estendiam a todo texto considerado como sagrado. “Imaginar que o Corão é de inspiração divina? Como? Que canal de comunicação tenha Maomé com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que devia escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos.”

Não dá para fugir da frase-clichê “Saramago vai fazer falta”. Principalmente porque o fanatismo religioso se fortalece dia a dia, sequestrando corações e mentes.



Com informações do jornal português Público.
FONTE:paulolopsweblog

MORRE EULINA DE YANSÃ -EMUDECE O CANTO DE UMA SEREIA GUERREIRA



FALECEU HOJE A MÃE EULINA D´IANSA, NO HOSPITAL GETULHO VARGAS NO RJ.
MÃE EULINA D`YANSA É UMA SERVA QUE NASCEU PARA SERVIR HÁ 54 ANOS, NO DIA 12 DE ABRIL DE 2009, COMPLETOU 54 ANOS DE ORIXÁ, E VEM CULTUANDO, PRESTANDO A CARIDADE, E FAZENDO OS ENCONTROS ESPIRÍTUAIS NA CABANA DO PAI TOMÁS DE ANGOLA, QUE É NO BAIRRO DE VAZ LOBO NO RIO DE JANEIRO TEL.: (21) 3457-6051, QUE ONDE SEMPRE ENCONTRA-LÁ A MÃE EULINA D`YANSA, PARA DAR ALGUMA ORIENTAÇÃO, PARA DAR UMA EXPLICAÇÃO
,
Mãe Gio de Oyá.
Queridos irmãos

É com profundo pesar que comunicamos o desencarne da irmã Yalorixá Mãe Eulina de Iansã.
O velório ocorre hoje, dia 18/06, na casa da qual era dirigente, Rua Manoel Machado, 407, no bairro de Vaz Lobo, Rio de Janeiro. O sepultamento está marcado para amanhã, dia 19/06, no cemitério de Irajá, no Rio de Janeiro.
Mãe Eulina era sem dúvida uma grande referência em nosso segmento, entre outras inúmeras razãoes, por sua história de lutas em favor das religiões de matriz Africana, além de excepcional compositora de cantigas, que ficarão imortalizadas em nossa Umbanda.
Neste momento que Oxalá chamou mais uma estrela para a sua constelação, rogamos à Omulu que receba nossa inesquecível Mãe Eulina em seu reino, que Nanã a acompanhe na fase transitória, com a certeza inequívoca de que esse grande ser espiritual, Mãe Eulina de Iansã, continuará desempenhando seu sagrado trabalho em esferas superiores.

Fiquem com Deus
TEO -Templo Estrela do Oriente

Mais uma vez somos surpreendidos com uma notícia triste da passagem de mais uma irmã nossa, de tantas décadas de práticas ritualisticas dentro do candodomblé e da umbanda, no caso, da Mãe Eulina de Yansã, que se fez respeitar pelas suas atitudes, não só pelo enfrentamento das questões diárias de sua casa de santo, mas externamente pela defesa da bandeira dos nossos cântigos sacros, tantas vezes campeã em vários festivais, valendo destacar uma das suas últimas doutrinas cantadas e por ela defendida com tanta garra e denodo, a cantiga "Ilê", que ficará como sua marca registrada, e sempre que a ouvirmos, nos lembraremos como o último canto de uma sereia guerreira.
Ki BáXé Olorum! Que Deus te bençoe Eulina, e te receba em teus braços, através do Arcanjo São Miguel das Almas, que é o condutor das almas.

São os votos da família Brasil Candomblé Verdade, na pessoa do seu dirigente, babaloxixá/jornalista/advogado João Batista de Ayrá

Justiça decide que 'viúva' de padre não tem direito a bens


Justiça decide que 'viúva' de padre não tem direito a bens
Carol (nome fictício) afirma ter tido um relacionamento estável com um padre de Novo Hamburgo (RS) por 30 anos, até 2007, ano de sua morte, e, por isso, recorreu à Justiça para herdar os bens dele. Mas teve o seu pedido negado.

Para a 8ª Câmara Cível do TJ (Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul, só há relacionamento estável quando o casal tem uma convivência pública e o propósito de constituir família, de ter filhos.


Carol argumentou que o padre não expos o casal porque ele gostava de sua profissão de sacerdote e, por isso, a conciliou com uma vida de “casado”. Ainda assim ela disse que vizinhos sabiam que eles formavam um casal.

Ela mora em Porto Alegre em um apartamento comprado pelo padre. Também fazem parte do patrimônio dele uma casa em Imbé e outra em São Leopoldo, uma vaga de estacionamento, um carro, ações da Brasil Telecom e contas bancárias.

Pesou na decisão do TJ um documento de 2004 do padre instituindo a Mitra da Diocese de Novo Hamburgo como herdeira de seus bens.

Como ainda cabe recurso, Carol vai tentar obter nova sentença para que ao menos ela fique com o apartamento, o que, no entendimento dela, seria o mínimo depois de tão longo relacionamento afetivo, conforme provam cartas que o padre mandou para ela.

Em uma das cartas, de 7 de março de 1987, o padre, entre outras coisas, disse: “Tanto tu como o meu trabalho me parecem vitais. Como que os meus dois pés irrecusáveis na caminhada. [...] E eu tenho consciência dos teus direitos também, que não posso obstruir”.


Com informação do TJ-RS.

Água santificada dá vômito e diarréia em 360 cristãos na Rússia


Água santificada dá vômito e diarréia em 360 cristãos na Rússia
Pelo menos 360 cristãos ortodoxos, incluindo crianças, tiveram de ser internados porque estavam como vômitos, diarréia e febre alta. Eles começaram a apresentar esses sintomas de intoxicação depois que beberam água santificada (ou benta) em Irkutsk, cidade da Sibéria, no dia 19 de janeiro.



Esses cristãos acreditam que toda a água se torna santificada nesse dia. Pela tradição ortodoxa, foi quando João Batista celebrou o batismo de Jesus Cristo no Rio Jordão. Por isso, para esses cristãos, a água dos rios e dos lagos, nessa data, adquirem propriedades curativas e fortificantes.

Eles beberam água de dois poços (foto) e de um lago que ficam perto da igreja, na zona industrial da cidade.

As autoridades religiosas de Irkutsk negaram que o envenenamento tenha sido causado pela água santificada, mas testes feitos a pedido do Serviço Federal de Proteção ao Consumidor da Rússia constataram que a água dos poços tem o dobro de cloro e nitrato do que a quantidade recomendada.

O órgão informou ontem que 142 fiéis já tinham recebido alta.

(Com informações do Jornal de Notícias, de Portugal)
fonte: paulolopesweblog

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Senado aprova Estatuto da Igualdade Racial, mas



Senado aprova Estatuto da Igualdade Racial, mas
retira cotas para negros nas escolas
Extraído de: Associação do Ministério Público de Goiás

Por acordo partidário, com votação simbólica dos líderes, o Plenário do Senado aprovou no início da noite de quarta-feira (16/06), em sessão extraordinária, o Estatuto da Igualdade Racial. O projeto, que tramitou por sete anos no Congresso, será enviado imediatamente à sanção do presidente da República. O Senado suprimiu um artigo que previa cotas para negros nas universidades federais e escolas técnicas públicas.
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O projeto havia sido votado no início da tarde pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde também houve acordo. A proposta (PLS 213/03) foi apresentada em 2003 pelo senador Paulo Paim (PT-RS). No Plenário, apenas o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, explicou as mudanças que fez na proposta, por meio de supressão, fruto inclusive de negociação com o senador Paulo Paim (PT-RS), representando os movimentos raciais e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Com a supressão de trechos, a matéria não precisa retornar ao exame dos deputados.
Demóstenes Torres, que relatou a matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), foi indicado pelo presidente do Senado, José Sarney, para apresentar parecer em nome das outras comissões por onde a matéria tramitou. No seu parecer, a palavra "raça" foi substituída por "etnia". Demóstenes ponderou que a ciência já mostrou que não há raça negra, branca ou amarela, mas sim raça humana. "A diferença entre dois homens de cor diferente, conforme a ciência, não chega a 0,005 por cento", disse. Demóstenes informou ainda que decidiu suprimir as expressões "cotas raciais", por entender que devem existir cotas sociais. A questão está sendo tratada em outro projeto.
Demóstenes informou ainda ao Plenário a supressão de um artigo inteiro que previa incentivos fiscais para as empresas que mantivessem em seus quadros até 20% de negros. Para ele, o incentivo acabaria se tornando inócuo, pois todas as companhias acabariam reivindicando o benefício. "Assim, poderíamos provocar atrito entre a população negra e a branca pobre", opinou. Ele também recusou um item que previa a inscrição, nos partidos políticos, de 10% de candidatos negros.
Demóstenes Torres disse acreditar que o Estatuto da Igualdade Racial contenta os movimentos sociais e mantém todas as possibilidades de adoção de ações afirmativas em favor da população negra. Para ele, tais ações devem ser tomadas de forma pontual, "e não de maneira genérica, como estava no projeto", e sua adoção "poderia acirrar a questão racial no Brasil".
A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) disse que pretendia, pela votação de destaques em separado, manter o texto que previa tratamento específico, na saúde pública, para negros, especialmente gestantes negras. Mas, em função do acordo, abriu mão dessa ideia. Já a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) anunciou que, apesar do acordo, iria se abster na votação, pois defende as cotas para negros.
Ao concluir a votação, o presidente do Senado, José Sarney, lembrou que foi um dos primeiros parlamentares a apresentar projeto prevendo a introdução de cotas raciais no país.
Fonte: Agência Senado
comentário:

Finalmente, temos um fator determinante sobre esta questão (da igualdade racial), para que possamos nos nortear daqui para frente. Mesmo tendo sido aprovado no Senado com corte das cotas para negros nas escolas, não deixa de ser um grande avanço a questão da igualdade entre os brasileiros negros e brancos. Muito embora eu receba com certa tristeza esse corte, pois é secular no nossos país, a discriminação do povo negro quanto ao acesso as escolas públicas. Neste caso nos deram com uma das mãos e nos tiram com a outra, porém, conforme noticiado supra, existe a possibildade da apresentação de um projeto à parte sobre as cotas, ou seja, prenúncio de mais uma grande batalha politica, mas vamos aguardar esperançosos, afinal de contas somos brasileiros, e a nossa profissão, (como disse o poeta) é a esperança.
João Batista de Ayrá - advogado/jornalista/babalorixá.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Alunos são socorridos em hospital depois de 'falar com espírito' no Ceará


Alunos são socorridos em hospital depois de 'falar com espírito' no Ceará
Estudantes e professores se recusam a voltar para escola.
Padre foi chamado para dar palestra.

Do G1, com informações do Jornal Hoje

imprimir Um fenômeno espiritual ou um surto psicótico? Alunos de uma escola do Ceará dizem que viram o espírito de um colega morto e até conversaram com ele. Os jovens entraram em uma espécie de transe e foram levados à emergência de um hospital.

Veja o site do Jornal Hoje


As cenas de uma estudante sendo socorrida foram registradas em uma escola rural em Itatira (CE).

Desde o começo do mês, alunos de 12 a 19 anos dizem que entram em transe durante as aulas. Eles se debatem, desmaiam e dizem que acabaram de ver o espírito de um ex-aluno, que morreu há sete anos.

Em um só dia, 25 alunas foram levadas a um hospital, em Canindé. O médico Pedro Thiago da Frota diz que elas chegaram apresentando histeria, gritando, se debatendo e com comportamento agressivo.

Alunos e professores se recusam a voltar para a escola. As aulas foram suspensas.

O padre Hélio Correia, que também é parapsicólogo, fez uma palestra para explicar aos alunos o que está acontecendo. Para ele, o fenômeno é uma histeria coletiva. "De repente, uma surtou e isso contagiou as demais garotas", comentou.

O psiquiatra Adalberto Barreto diz que a histeria coletiva tem uma explicação científica. "Esses fenômenos acontecem em contextos em que há muita tensão, sofrimento não-verbalizado", afirmou.

Charlatões do ocultismo cobram até R$ 3.000 por enganação


Charlatões do ocultismo cobram até R$ 3.000 por enganação
O pai de santo que atende pelo nome de Jerônimo cobra até R$ 3.000 para “amarrar” duas pessoas em 24 horas. Ele procura ser tão convincente, que em seu site, o Místicos e Bruxos, adverte: se quem o contratar tiver dúvida sobre seus sentimentos em relação à pessoa supostamente amada, é melhor desistir, porque a união será para sempre.


Quem não puder pagar tanto, ele cobra R$ 2.000, mas a ‘amarração’ só de dará em cinco dias, ou R$ 1.000, para o prazo de uma semana. Ele informa que seus poderes vêm do jogo de búzios, tarô e cartas. Também faz simpatias para acabar com dificuldades financeiras e com “dores no corpo”. O atendimento é por telefone.

O pai Jerônimo foi um dos místicos que Giovana Romani e João Batista Jr., da Veja São Paulo, visitaram para escrever a reportagem “Charlatões do amor”. Nas visitas, eles não falaram que são jornalistas.

Susi, a “astróloga do amor”, cobra R$ 50 por uma consulta de 20 minutos, mas para limpar o cliente de “encosto” (macumba feita por um inimigo) o preço chega a R$ 1.400, quantia que pode ser paga em sete parcelas mensais. Trata-se, disse ela, de “oferendas” aos “anjos e aos guias de luz”.

Já o preço de Branca é módico: R$ 30 por sessão de leitura de tarô. Mas “trabalho” de neutralização de “encosto” sai por R$ 500. Ela usa, nesse caso, sacrifício de animais. “Mexo com rã, galinha e bode.”

Dona Catarina cobra a partir de R$ 50. Seus poderes vêm do tarô da deusa do amor, búzios e cartas indianas. À repórter Giovana, fez previsões como: “Nos próximos dias, um acidente de carro deixará a pessoa amada em coma”, e “você vai atropelar duas menininhas”.

Mas ela garante que pode “abrir o caminho da felicidade” em 24 horas pela bagatela de R$ 588 para a compra de velas e flores a orixás.

Dona Margarida cobra R$ 80 por consulta, e suas previsões não são trágicas, mas excessivamente otimistas.

Depois de jogar o tarô, ela disse ao Batista Jr. que no próximo ano ele vai se tornar um pianista famoso. Batista disse que nunca tocou o instrumento, mas ela manteve a previsão: “[Mesmo assim] pode preparar os dedos, porque eles vão trabalhar bastante”.

Na maior parte dos casos, quem procura esse tipo de charlatões são pessoas emocionalmente abaladas que supervalorizam o transcendente para resolver seus problemas. São mulheres e homens rejeitados, vítimas de infidelidade e pessoas com dificuldade financeira.

São, portanto, presas fáceis, embora, entre elas, existam pessoas com bom nível cultural, como profissionais liberais, professores, comunicadores e donas de casa que fizeram curso universitário.

São pessoas que não desconfiam da enganação sequer quando, por exemplo, pagam R$ 100 ao pai de santo Maicon de Xangô, que diz ter a ajuda do espírito Seu Zé Pilantra.
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Famílias de vítimas de diarréia vão processar o guru do laxante


Famílias de vítimas de diarréia vão processar o guru do laxante


No início deste mês, foi um corre-corre no Hospital e Maternidade Emed, em Caieiras, Grande São Paulo, para socorrer 18 jovens com diarréia, desidratação e confusão mental.

Eles tinham se submetido à técnica de limpeza corporal do guru de ioga Cristóvão de Oliveira (foto), 43, dono do Centro Vydia, que fica na Serra da Cantareira, entre São Paulo e Mairiporã. O guru também teve de ser medicado.

Cada um dos jovens pagou R$ 3 mil para, durante um retiro espiritual de 30 dias, tomar por dia entre 40 a 60 litros de chá de uma planta laxante, o sene, originária do Sul da Índia. Em quantidade adequada, esse chá é indicado a quem tem prisão de ventre.

O guru da Cantareira não sabe que o rim de uma pessoa filtra por dia no máximo 8 litros de líquido. Quem ingerir mais do que isso corre risco de danos no rim e lesões cerebrais e pode até morrer, afirmou ao Estadão o médico Arnaldo Lichtenstein, clínico-geral do Hospital das Clínicas.

Contratado por familiares dos jovens, o advogado Ismar Marcílio de Freitas diz que vai processar Oliveira por curandeirismo e prática ilegal de medicina.

O guru do laxante não quis falar ao Estadão nem à Veja, que nesta semana também noticia o episódio da diarréia coletiva.

Oliveira é conhecido entre artistas e famosos. Já passaram pelo Centro Vydia celebridades como Luciana Gimenez, Fernanda Lima e Fernanda Torres e Pedro Paulo Diniz, filho de Abílio, dono do grupo Pão de Açúcar. Fernanda Lima gravou um DVD em parceria com o guru.

Entre as vítimas da técnica do laxante, o caso mais grave foi o de Badu Nogueira, 27. Transferido para a UTI do Hospital de Franco da Rocha, os médicos tiveram de entubá-lo, para que pudesse respirar. Quando teve alta, cinco dias depois, Nogueira voltou ao retiro, para seu cubículo no “ashram” (foto), o que, na Índia antiga, explica o site do Centro Vydia, “era para onde os eremitas e homens santos iam a fim de viver em paz e tranquilidade com a natureza”.

Tranqüilidade é o que Cristóvão de Oliveira não vai ter daqui para frente, e não só por causa da acusação de praticar curadeirismo e da suspeita de haver droga no Vydia.

Oito mulheres entre as vítimas da diarréia disseram à polícia que sofreram abuso sexual durante massagens do guru para desatar “nós emocionais”, ao custo de R$ 230 por sessão.

Uma delas disse à Veja: “Na segunda semana de massagem, [ele] começou a tentar fazer sexo comigo. Afirmava que eu era perversa, que tinha problemas com a minha sexualidade e precisava deixá-lo me curar. Eu negava, mas ele insistia. Depois de três semanas, aconteceu".
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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Freiras são presas por plantar maconha no quintal de convento


11/06/2010 13h20 - Atualizado em 11/06/2010 13h24
Freiras são presas por plantar maconha no quintal de convento
Irmãs foram levadas para delegacia depois de discutirem com policiais.
Elas alegaram que plantação alimentava animais.
Do G1, em São Paulo

Irmãs discutiram com policial (Foto: Reprodução/NV)Duas freiras foram presas na cidade de Masaka, na Uganda, por manterem uma plantação de maconha no quintal do convento onde moram.

As irmãs Nanteza e Rita foram levadas para a delegacia depois de discutirem com os policiais. Elas alegaram que os oficiais entraram no convento sem permissão prévia.

Uma das freiras argumentou que a plantação não era cultivada para consumo das religiosas, mas sim para a alimentação dos animais do convento, especialmente os porcos.

As freiras foram soltas depois de serem advertidas sobre a proibição de maconha no país.

Fifa proíbe manifestações religiosas na Copa do Mundo


Fifa proíbe manifestações religiosas na Copa do Mundo
Kaká vai jogar na Copa da África do Sul com uma chuteira onde se lê em letras pequenas: “Jesus in first place” (Jesus em primeiro lugar). O calçado foi fabricado na Holanda especialmente para ele.

Será o máximo de religiosidade que o Kaká poderá externar em campo, porque a Fifa proibiu qualquer tipo de manifestação de fé, para o desagrado dos jogadores mais religiosos.

A Fifa vetou expressamente o uso de camiseta sob o uniforme com mensagens religiosas, a comemoração de gols com faixas com inscrições do mesmo teor e a participação de pastores e padres em atividades oficiais da Copa do Mundo.

A entidade está preocupada sobretudo com os brasileiros por causa do que houve em julho de 2009 na Copa das Confederações, na África do Sul. Após o jogo final, contra os Estados Unidos, os jogadores brasileiros fizeram um círculo no centro do gramado para agradecer a Deus a conquista do campeonato. A imagem foi transmitida para todo o mundo.

Na época, a Fifa advertiu os responsáveis pela Seleção Brasileira.

Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF, confirmou que houve uma determinação da Fifa para que não haja nenhum tipo de manifestação religiosa durante a Copa e garantiu que, na concentração dos jogos preparatórios, os atletas foram discretos.

Mas Paiva admitiu ao jornal O Estado de S.Paulo ser difícil controlar a espontaneidade dos jogadores em um momento de comemoração. "Não falo só do Brasil. É algo delicado também para outras seleções."

A Seleção Brasileira tem jogadores católicos, evangélicos e espíritas. Mas, pelo que se lê na internet, há evangélicos que consideram ser esta seleção mais deles do que dos torcedores que têm outras religiões, porque os “seus” jogadores compõem o núcleo forte do time, tendo à frente o futuro pastor Kaká, da Igreja Renascer.

Cada jogador pode professar (ou não) a fé que desejar, obviamente, mas a religião não deveria contaminar o futebol, entre outras tantas coisas.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

STF mantém habeas de pastores acusados de queimar jovem vivo



terça-feira, 8 de junho de 2010
STF mantém habeas de pastores acusados de queimar jovem vivo
do portal Terra e site do STF


Por maioria de votos, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, na tarde desta terça-feira, liminar concedida pelo relator do habeas-corpus 95125, ministro Ricardo Lewandowski (foto), em favor de dois pastores da Igreja Universal do Reino de Deus acusados pelo assassinato, com requintes de crueldade, de um jovem de 14 anos. O crime ocorreu na Bahia em 2001.

F.A.S. e J.M. foram acusados por Silvio Galiza, também pastor da Igreja Universal, depois que este foi condenado pelo Tribunal do Júri pelo mesmo crime a uma pena de 18 anos.

Conforme parecer apresentado pelo Ministério Público Federal ao STF, os pastores são acusados de, após cometerem atos de pedofilia, amordaçar o menor, colocá-lo em uma caixa de madeirite e atear fogo na criança ainda viva.

Além de dizer que seus clientes não estariam obstruindo o andamento da ação penal, o defensor questionou o fato de o Ministério Público da Bahia não ter acreditado em Galiza, quando ele se disse inocente durante seu julgamento, mas depois passou a acreditar quando o mesmo acusou F.A.S. e J.M. de serem os autores do assassinato. Por fim, a defesa frisou que o decreto de prisão preventiva estaria baseado apenas no clamor público - argumento que não serviria para fundamentar uma custódia, conforme prevê o artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP).

O advogado pediu a confirmação da liminar na qual o ministro Ricardo Lewandowski determinou a expedição de alvará de soltura em favor de F.A.S. (que estava preso) e contramandado de prisão em favor de J.M. (que não havia sido custodiado).

De acordo com o relator, o decreto de prisão realmente não atenderia aos requisitos previstos no artigo 312 do CPP, que permite a prisão preventiva para garantir a ordem pública, para conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal.

Lewandowski ressaltou, ainda, que depois de concedida a liminar em junho de 2008, os réus vêm respondendo a todos os chamamentos da Justiça e comparecido às audiências. Conforme relatou o advogado de defesa, faltaria apenas uma audiência para o fim da instrução penal. Segundo o defensor, essa audiência só não foi realizada por conta da greve dos servidores do Poder Judiciário na Bahia.

O habeas-corpus foi ajuizado no STF contra decisão individual de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em pedido idêntico feito àquela Corte. Após a concessão de liminar no Supremo pelo ministro Lewandowski, em junho de 2008, o relator do caso no STJ decidiu considerar prejudicado o habeas-corpus naquela Corte.

Assim, o ministro Ricardo Lewandowski votou no sentido de não conhecer do habeas-corpus, mas concedeu a ordem de ofício, sendo acompanhado pela ministra Cármen Lúcia e pelos ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio. Apenas o ministro Ayres Britto divergiu do relator, votando pelo não conhecimento do habeas-corpus.

Centenário do Ilê Axé Opô Afonjá


Amanhã, a Assembléia Legislativa da Bahia faz uma sessão especial para comemorar o centenário do Ilê Axé Opô Afonjá. A sessão, proposta pelo deputado estadual Bira Corôa (PT-BA) vai começar às 9h30 no plenário da Casa.

O Afonjá é um dos mais tradicionais terreiros de tradição ketu do Brasil. Foi fundado por Mãe Aninha em 1910 e teve uma importante participação na luta contra o preconceito que pairava sob o candomblé.

Mãe Aninha foi uma das mais importantes ialorixás baianas. De uma inteligência e mobilidade políticas impressionantes, soube contornar obstáculos como a proibição do uso dos atabaques conseguindo uma liberação do governo federal por meio do conhecimento que tinha com Osvaldo Aranha, homem forte do primeiro governo Vargas.

Ela também teve uma participação importante no Congresso Afro-Brasileiro, organizado por Édison Carneiro e Martiniano do Bonfim. Mãe Aninha investiu na recuperação de tradições do reino de Oyó e Ketu, de onde o culto de Xangô é originário. Um dos exemplos dessa reconstrução histórica é o Conselho dos Obás, implantado no Afonjá. Eles são considerados os ministros do culto de Xangô.

Outra ialorixá de destaque foi Mãe Senhora, que conquistou um imenso respeito por seus modos imponentes— era filha de Oxum— e seu conhecimento litúrgico.

Em 1976 a Casa foi assumida pela atual ialorixá, Mãe Stella. Na década de 80 ela foi repsonsável por um manifesto que conclamava os integrantes do candomblé a reafirmarem sua religião, afastando-se do sincretismo que é o nome dado à associação entre santos católicos e orixás, inquices e voduns. Além disso, até então, era muito comum que ritos do candomblé tivessem algum tipo de correspondência com o catolicismo, como iaôs irem assistir missa após as cerimônias internas nos terreiros.

O manifesto ganhou repercussão e foi assinado também por Mãe Menininha, Olga do Alaketu e Doné Ruinhó. Mãe Stella também tem feito um trabalho de divulgação da filosofia do candomblé por meio da literatura. Ela é autora dos seguintes ivros: E daí aconteceu o Encanto, escrito em parceria com Cléo Martins; Meu Tempo é Agora; Oxóssi o Caçador de Alegrias; Owé- Provérbios e Epé Laiyé- Terra Viva, voltado para o público infanto-juvenil.

Foram também ialorixás do Afonjá: Mãe Bada, sucessora de Mãe Anininha e Mãe Ondina, sucessora de Mãe Senhora.

Pastor é preso sob a acusação de pedofilia


quinta-feira, 10 de junho de 2010
Pastor é preso sob a acusação de pedofilia
A polícia prendeu na manhã desta quarta (10) na favela do Mandela, no Rio, o pastor Edson Alves da Costa Filho (foto) sob a acusação de pedofilia. Ele é da Igreja Assembleia de Deus Amada do Pai.

O pastor teria abusado de duas meninas. Depois do culto das sextas à noite, ele levava as crianças para dormir em sua casa, aproveitando-se delas, de acordo com denúncias de pais.

Na casa dele, policiais do DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) apreenderam fotos de crianças nuas, roupas íntimas infantis, preservativos, cocaína e um DVD’s sobre satanismo.

O DPCA mobilizou cerca de 30 policiais para prendê-lo. O pastor se entregou sem resistência.

O religioso vai responde na Justiça por estupro.
fonte: O Dia-Rio

domingo, 6 de junho de 2010

"DEU NO GLOBO" Ensaboa, mulata


"DEU NO GLOBO" (Ancelmo Gois
Ensaboa, mulata
Veja só. O censo de 1872, o primeiro feito no país, registrou que o percentual de escravas ocupadas no serviço doméstico era de 24% do total.
Em 2010, passados 138 anos, 23,3% das mulheres pretas e pardas que trabalham estão no serviço doméstico, diz a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.
Segue...
Os dados são do Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil, 2 edição, coordenado por Marcelo Paixão, do Instituto de Economia da UFRJ.
No mais, é como diz o samba “Ensaboa”, de Cartola e Monsueto: “Ensaboa, mulata/ Ensaboa!/ Ensaboa! Tô ensaboando...”

SER OU NÃO SER GOVERNADO


SER OU NÃO SER GOVERNADO

Todos nós questionamos a autoridade alheia sobre nós, ou seja, ninguém gosta de ser governado ou mandado, porém, essa reciprocidade nunca estendemos aqueles que estão sob o nosso comando, por quê? Simples, o desejo de comando é cultural, no nosso caso, desde o BRASIL COLÔNIA, que este estigma nos acompanha. Se trouxermos essa situação para o campo religioso, veremos o quanto essa situação é conflituosa. Em uma comunidade de terreiro, ao contrário do que se pensa, não existe (quando deveria existir) uma correlação de interesses, ou seja, todos voltados para um mesmo objetivo (coletivo), que seria o aperfeiçoamento espiritual, que é o caminho até a perfeição, não. A pretensão resistida está e sempre estará presente, dificultando com isso o comando, o governo, que todos nós tanto condenamos e repudiamos. Eu diria, que de todas as democracias, a religiosa, mormente a afro-religiosa, é a mais sujeita (por que é a mais combatida) as mais variadas formas de pretensões resistidas, exigindo dos seus governantes (dirigentes espirituais), muita experiência, tato, senso de oportunidade, de perseverança, malícia, bondade, pitadas de maldades aqui e acolá e, tudo isto junto, podemos classificar de “jogo de cintura”.
E foi nesta toada que o filósofo e pensador francês Pierre-Joseph Proudhon (1809/1865), criou a Teoria do Anarquismo , teoria esta que incutia nos jovens da sua época o sonho do fim do Estado e a propriedade, que traria a plena liberdade e responsabilidade individual, pois o fim do Estado significaria o fim da subjugação do cidadão ao mesmo, que exercia (e exerce) a função de pai, mãe, patrão ou até de religião.
Nas suas sábias palavras: “Ser governado significa ser observado, inspecionado, espionado, dirigido legislado, regulamentado, cercado, doutrinado, admoestado, controlado, avaliado, censurado, comandado (e por criaturas que para isso não tem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude). Ser governado significa que todo movimento, operação ou transação que realizamos é anotada, registrada, catalogada em censos, taxada, selada, avaliada monetariamente, patenteada, licenciada, autorizada, recomendada ou desaconselhada, frustrada, reformada, endireitada, corrigida. Submeter-se ao governo significa consentir em ser tributado, treinado redimido, explorado, monopolizado extorquido, pressionado, mistificado, roubado, tudo isso em nome da utilidade pública e do bem comum. Então, ao primeiro sinal de resistência, à primeira palavra de protesto, somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados, perseguidos, empurrados, espancados garroteados, aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados, sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos, traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos, ultrajados e desonrados. Isso é o governo, essa é a sua justiça e sua moralidade!.....Oh! personalidade humana!Como pudeste te curvar à tamanha sujeição durante sessenta séculos?”
Desta forma, assim como nós repudiamos todas essas formas de governo, de mando, assim mesmo, aqueles que estão sob o nosso comando, também repudiam, as formas semelhantes como são governados. É o velho adágio, “não queira para os outros, o que não queres para ti”. Por conta disso, em uma comunidade de terreiro, que é a instituição que mais se parece com o organograma de um Estado, os seus dirigentes (governantes), devem ter o máximo de cuidado no trato para com aqueles que estão sob o seu comando, pois é justo em uma comunidade de terreiro, onde se concentram pessoas das mais variadas raças e classes sociais, pobres, ricos e remediados, brancos, negros e pardos, que por si sós, já possuem seus conflitos sociais e raciais. Devendo, pois, o dirigente, ter a sabedoria de lidar com todas estas características pessoais e sociais dos seus filhos, para evitar aquilo que lá em cima me referi como a pretensão resistida. Que significa, a intenção de qualquer um, que contrário as formas de comando que o filósofo francês (citadas acima) se refere. Insurge-se, passando a partir daí, a criar dentro da comunidade os chamados antagonismos, oriundos de discriminação social, financeira e passa a ostentar uma postura de ter uma pretensão de respeito e igualdade e que passa a ser resistida pelos próprios dirigentes espirituais.
E qual a receita para se lidar com isso, é aquela que dei lá em cima: muita experiência, tato, senso de oportunidade, de perseverança, malícia, bondade, pitadas de maldades aqui e acolá e, tudo isto junto, podemos classificar de “jogo de cintura”.
E acima de tudo a coerência, para manter coeso um grupo de pessoas de tão diversas origens sociais, sem melindrá-los ou ofendê-los, respeitando a sua individualidade com base no princípio de que todos na comunidade são iguais, independente da sua condição financeira, ou da sua raça (pobre ou rico, branco ou negro), pois a igualdade no tratamento deve ser uma constante, pois assim, se evita o fenômeno da alta rotatividade e o suicídio cultural da religião afro-brasileira) pois a insatisfação leva o afastamento dos crentes da nossa religião.

Por João Batista De Ayrá –Babalorixá/Advogado/Jornalista

Finalizada adoção do menino que índios iam matar


domingo, 6 de junho de 2010
Finalizada adoção do menino que índios iam matar
O processo de adoção de Antônio (foto) por uma família de Cuiabá, Mato Grosso, terminou em fevereiro – informação agora liberada.

Antônio é alegre, como todas as crianças, mas, como poucas, é surdo e mudo e tem problemas nos pulmões e síndrome de Down.

Ele ia ser “devolvido para natureza” pela tribo dos Cinta-Larga, dos quais é filho.

Ou seja, em bom português, os índios iam matá-lo porque, pela crença dos Cinta-Larga, criança com problemas de saúde traz desgraça para a tribo.

Antônio só não foi jogado no fundo de um penhasco porque a sua mãe biológica teve a coragem de se opor à tradição e o entregou à Funai para adoção, há quatro anos.

Para a família que o adotou, Antônio só trouxe alegria. E muito trabalho, é verdade, porque criança com Down exige paciência e dedicação.

Beatriz Pietro Melo, a mãe adotiva, está com Antônio desde os seus três meses de vida, com a autorização da Justiça.

“Foi amor à primeira vista”, disse Beatriz, que já é mãe de meninas.

A sua irmã adotiva Verônica afirmou que o indiozinho se comunica muito bem. “Ele encanta todo mundo.”

Beatriz se sente realizada.

“É gostoso dedicar tempo e carinho a ele. Ele me preenche a vontade de fazer algo pelo mundo.”

Com informações da TV Centro América.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Mestiços também querem cotas na universidade


sexta-feira, 5 de março de 2010
Mestiços também querem cotas na universidade
do site do STF

Ao falar ontem na audiência pública promovida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o sistema de cotas aos negros em universidades, Helderli Fideliz Castro afirmou que os mestiços brasileiros também querem esse benefício.

Ela representou o Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (MPMB) e a Associação dos Caboclos e Ribeirinhos da Amazônia (Acra).

Helderli afirmou que o sistema de cotas para negros da Universidade de Brasília (UnB) não é, a rigor, medida de ação afirmativa porque não visa combater discriminação racial de cor, origem e nem corrigir seus efeitos.

Para ela, o sistema de cotas da UnB, inversamente do que defendia Darcy Ribeiro, fundador da universidade, tem por base uma elaborada ideologia de supremacia racial que visa à eliminação política e ideológica da identidade mestiça brasileira e a absorção dos mulatos e caboclos, dos cafusos e outros pardos pela identidade negra, a fim de produzir uma população exclusivamente composta por negros, brancos e indígenas.

Disse que, atualmente, para concorrer às vagas por meio de sistema de cotas o candidato deverá ser de cor preta ou parda, declarar-se negro e optar pelo sistema de cotas.

“Assim, as cotas da UnB não se destinam a proteger pretos e pardos em si. Pretos e pardos que se auto-declaram mestiços, mulatos e caboclos são excluídos do sistema de cotas da UnB”, disse.

Falou que instituições como a UnB estão ensinando o mestiço a ter vergonha de sua origem por falta de uma identidade.

“Seria normal o branco ter identidade branca, o negro identidade negra, o índio ter identidade indígena, mas o mestiço não pode ter identidade mestiça”.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mundial ‘renovada’ também explora a desgraça alheia




sexta-feira, 4 de junho de 2010
Mundial ‘renovada’ também explora a desgraça alheia
O bispo Roberto Damasio (foto) deixou a Igreja Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santigo, e abriu um clone: a Igreja Mundial Renovada. Fica no Brás, em São Paulo, perto da outra igreja.

A receita da ‘renovada’ é a mesma: muitos ‘milagres’ (paralíticos saem andando, cego, enxergando, etc.), com ênfase na pregação de que Deus abençoa quem faz ofertas à igreja e paga o dízimo.

Damasio, que era o terceiro na hierarquia da “antiga” Mundial, revela ter sido um bom aprendiz de Valdemiro. Ele explora sem limite a desgraça alheia.

No site da Renovada, um vídeo mostra um homem que teria sido curado de um câncer que ‘comeu’ metade do seu rosto. Ele aparece com um curativo, mas Damasio mostra uma foto do rosto do homem antes do suposto milagre. É chocante.

A Constituição garante a liberdade de religião, mas esse tipo de coisa fere a dignidade humana, de quem vê ou se expõe, inadvertidamente ou não.

Dignidade que, embora também esteja explicitada na Constituição, os pastores colhedores de dízimo não respeitam. E as autoridades fingem não saber.
paulolopesweblog

Homossexual discriminado por vendedor será


Homossexual discriminado por vendedor será
indenizado
Extraído de: Carta Forense - 16 horas atrás

Homossexual que foi discriminado em loja da rede Manlec será indenizado em R$ 4.650,00 por danos morais. A decisão unânime é da 9ª Câmara Cível do TJRS, que confirmou decisão da Pretora Marise Moreira Bortowski.
Vocês, gays, são muito chatos!
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O autor da ação, morador de Canoas, narrou que, em 27/6/2007, foi até o local a fim de adquirir uma televisão portátil para seu salão de beleza. Ao apontar a desejada, ouviu do vendedor que não lhe venderia aquele produto porque ele dá problema e vocês gays são muito chatos, você vai voltar e devolver. O consumidor insistiu na compra e levou a televisão, mas, ao chegar no salão, percebeu que não era o modelo solicitado. Retornou à loja pedindo a troca da mercadoria e o mesmo funcionário, negando-se a fazer a troca afirmou novamente puxa, vocês gays são muito chatos. O autor acabou concordando em receber o dinheiro de volta.
A Manzoli S/A Comércio e Indústria (Manlec) sustentou não ter havido qualquer discriminação ao cliente, defendendo que ele distorceu os fatos ocorridos. Alegou que o vendedor apenas alertou o consumidor que o produto desejado era de mostruário e, por isso, vendidos a preços mais baratos. Quanto à venda da mercadoria errada, afirmou que se tratou de falha humana.
Para o Desembargador Tasso Caubi Soares Delabary, relator do recurso ao TJ, a versão do autor é verossímil e foi confirmada por testemunha ouviu o uso de expressões de caráter preconceituoso em relação à orientação sexual do cliente. Apontou que os embaraços para concretizar a compra do televisor podem também ser interpretados como um atentado a dignidade do cliente, caracterizando o dano moral. Manteve o valor da indenização em R$ 4.650,00, fixado em 1º Grau, corrigidos monetariamente a partir de 31/9/2009, e juros legais.
O julgamento ocorreu em 12/5. Acompanharam o voto do relator as Desembargadoras Iris Helena Medeiros Nogueira e Marilene Bonzanini Bernardi.
Apelação Cível nº 70033514282
Autor: ASCOM-TJ/RS

TJ condena pastor que agrediu idosa em exorcismo


quinta-feira, 3 de junho de 2010
TJ condena pastor que agrediu idosa em exorcismo
O TJ (Tribunal de Justiça) de Goiás condenou o pastor Rones da Conceição Morais, da Igreja Universal, a pagar R$ 8 mil de indenização a Ana Jorge Siqueira, 70, por tê-la agredida em uma sessão de exorcismo.

Ana relatou nos autos que, no dia 14 de setembro de 2008, o pastor jogou-a no chão para livrá-la de demônios, e ela ficou machucada, com hematomas no rosto (foto).

Ela reclamou que Morais nem sequer a levantou do chão.

O episódio ocorreu em Piracanjuba, cidade de 25 mil habitantes que fica a 87 km de Goiânia, a capital do Estado.

Ana explicou que não é evangélica e que naquele dia, um domingo, procurou um templo apenas para tentar resolver “alguns males”.

Disse que foi surpreendida pela truculência do pastor quando se dirigia ao altar para fazer uma doação.

Argumentou que não queria ser submetida a nenhum exorcismo porque sabia não estar possuída por demônios. E mesmo se estivesse, acrescentou, ela não poderia ter sido agredida.

Registrou que, como resultado, passou “por vergonha, revolta, indignação e depressão”.

O juiz Eduardo Walmory, de primeira instância, considerou na época improcedente o pedido de indenização, o que levou Ana a recorrer ao TJ.

A Igreja Universal se defendeu com a alegação de que Ana teve “apenas” um desmaio e negou ter havido negligência de socorro.

O desembargador Carlos Escher, relator do caso, escreveu na sentença que o pastor deveria saber da fragilidade de Ana, tendo em vista os “desfalecimentos que ocorrem nas práticas denominadas de libertação de espíritos malignos”.

A Igreja Universal tem o direito de contestar o veredicto.

Com informações do TJ-GO.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Filhos de Santo


Filhos de Santo



Os filhos-de-santo são os sacerdotes dos orixás, da mesma forma como, na Igreja Católica, os padres são os representantes de Deus.
Nem todos, porém, são preparados para “receber” os santos.

Existem os que cuidam dos filhos-de-santo quando os orixás “baixam”, os que sacrificam os animais, os que tocam os atabaques e os que preparam a comida.
Os búzios, usados como instrumento de adivinhação, é que vão dizer qual é a função de cada um.
A entrada para essa hierarquia é por indicação do orixá.
É o que se chama “bolar no santo”.

A partir daí, o abiã (noviço) tem que se submeter aos rituais de iniciação – cerimónias do bori, orô e saídas de iaô.
Um recém-iniciado passa de um a seis meses a viver dentro de severas restrições.
É o tempo de quelê – o período em que o abiã usa um colar de contas justo ao pescoço. Enquanto usar o quelê, ele deve vestir branco, comer com as mãos e sentar-se só no chão. Estão proibidas as relações sexuais e os pratos que não sejam os do seu orixá.

Nem todos os terreiros seguem à risca todas as imposições. Mas pelo menos algumas têm de ser obedecidas: é parte do compromisso do abiã com o seu Orixá e o seu pai ou mãe-de-santo.
As obrigações não terminam por aí: o iniciado, que agora se chama iaô, terá de cumprir ainda três rituais – depois de um ano, três anos e sete anos – , com sacrifícios, toques e oferendas.
Só depois ele se pode candidatar a ebômi, o grau seguinte da hierarquia.

Após ter deixado o marido, amante de padre leva fora


terça-feira, 1 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Após ter deixado o marido, amante de padre leva fora


Em 1997, H., mulher casada, procurou o padre R.B. da Paróquia São José Operário, de Rio Claro, para obter aconselhamento espiritual. Seu marido era um católico devoto: participava do coral da igreja matriz da cidade.

Rio Claro é uma cidade do interior de São Paulo. Tem cerca de 190 mil habitantes e fica a 173 km da capital.

H. obteve do padre mais do que apoio espiritual. Obteve sexo. Eles se tornaram amantes.

Só cincos ano depois o marido descobriu a traição e pôs fim a um casamento de 22 anos.

H. foi viver com o padre, que se tornara diretor do Colégio Integrado e Faculdades Clarentianas da cidade.
R.B. teria dito à mulher que ia abandonar a batina, para assumir legalmente a união. Só ficou na promessa, porque em 2004 rompeu com H. e arrumou para ser transferido de cidade.

A mulher exigiu do padre uma compensação financeira pelos anos que passou ao lado dele. Disse que, sem um dinheiro, tornaria público que era mulher de padre.

R.B. tirou R$ 40 mil da conta da escola que dirigia e deu para a ex-amante. Ou melhor: ele jogou o dinheiro sob o portão da casa da mulher.

Quando estava pegando do dinheiro, H. foi presa por policiais. A explicação dos policiais foi de que estavam investigando traficantes e, em um grampo, ouviram a mulher fazendo a exigência ao padre.

Trata-se, por parte dos policiais, de uma história mal contada, considerando-se que a mulher e o padre não tinham envolvimento com o tráfico. Mas o fato é que o caso foi parar na polícia.

O Ministério Público resolveu entrar no caso e denunciou H. à Justiça por crime de extorsão. Acusou a mulher de tentar explorar o padre.

Agora saiu a decisão do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo: a denúncia (acusação) nos termos apresentados pelo Ministério Público foi recusada.

No entendimento dos desembargadores do TJ, não se tratou de um caso de extorsão, mas do delito previsto no Código Penal de querer fazer justiça com as próprias mãos.

Em outras palavras: H. se livrou do processo judicial.

Na época, o dinheiro foi devolvido à entidade de ensino. Sobre o padre, não se sabe qual a tarefa que a igreja lhe destinou. Mas não deve ser dar palestras a casais sobre a importância da fidelidade.

O marido traído deve ter desistido de cantar em coral sacro e mudado de opinião sobre padres e igreja.

H. hoje depende de uma filha, porque a sua aposentadoria é insuficiente para os gastos.

Com informação do site Consultor Jurídico.


Em 1997, H., mulher casada, procurou o padre R.B. da Paróquia São José Operário, de Rio Claro, para obter aconselhamento espiritual. Seu marido era um católico devoto: participava do coral da igreja matriz da cidade.

Rio Claro é uma cidade do interior de São Paulo. Tem cerca de 190 mil habitantes e fica a 173 km da capital.

H. obteve do padre mais do que apoio espiritual. Obteve sexo. Eles se tornaram amantes.

Só cincos ano depois o marido descobriu a traição e pôs fim a um casamento de 22 anos.

H. foi viver com o padre, que se tornara diretor do Colégio Integrado e Faculdades Clarentianas da cidade.
R.B. teria dito à mulher que ia abandonar a batina, para assumir legalmente a união. Só ficou na promessa, porque em 2004 rompeu com H. e arrumou para ser transferido de cidade.

A mulher exigiu do padre uma compensação financeira pelos anos que passou ao lado dele. Disse que, sem um dinheiro, tornaria público que era mulher de padre.

R.B. tirou R$ 40 mil da conta da escola que dirigia e deu para a ex-amante. Ou melhor: ele jogou o dinheiro sob o portão da casa da mulher.

Quando estava pegando do dinheiro, H. foi presa por policiais. A explicação dos policiais foi de que estavam investigando traficantes e, em um grampo, ouviram a mulher fazendo a exigência ao padre.

Trata-se, por parte dos policiais, de uma história mal contada, considerando-se que a mulher e o padre não tinham envolvimento com o tráfico. Mas o fato é que o caso foi parar na polícia.

O Ministério Público resolveu entrar no caso e denunciou H. à Justiça por crime de extorsão. Acusou a mulher de tentar explorar o padre.

Agora saiu a decisão do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo: a denúncia (acusação) nos termos apresentados pelo Ministério Público foi recusada.

No entendimento dos desembargadores do TJ, não se tratou de um caso de extorsão, mas do delito previsto no Código Penal de querer fazer justiça com as próprias mãos.

Em outras palavras: H. se livrou do processo judicial.

Na época, o dinheiro foi devolvido à entidade de ensino. Sobre o padre, não se sabe qual a tarefa que a igreja lhe destinou. Mas não deve ser dar palestras a casais sobre a importância da fidelidade.

O marido traído deve ter desistido de cantar em coral sacro e mudado de opinião sobre padres e igreja.

H. hoje depende de uma filha, porque a sua aposentadoria é insuficiente para os gastos.

Com informação do site Consultor Jurídico.