sábado, 6 de janeiro de 2018

Morte de crianças em suposto ritual satânico pode ter custado R$ 25 mil
Duas crianças, de aproximadamente 8 e 12 anos, foram encontradas mortas, em setembro passado, em Novo Hamburgo
© Pixabay

Há 23 Horas por Notícias Ao Minuto
Justiça rio grande do sul

A história sobre a morte de duas crianças, vítimas de um sacrifício satânico, ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira (5). Investigações da Polícia Civil apontam que uma pessoa pode ter desembolsado R$ 25 mil ao líder do templo para o assassinato do menino, de 8 anos, e da menina, 12. Eles foram achados mortos em setembro passado. Três pessoas foram presas.
De acordo com informações do G1, as crianças foram esquartejadas. A polícia encontrou partes dos corpos no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Os membros estavam dentro de sacos plásticos e abandonados em região deserta da cidade.
A corporação comentou da dificuldade em achar pistas que chegassem aos autores do duplo homicídio. Foi cogitada a hipótese de elas terem sido disputa relacionada ao tráfico de drogas. No entanto, afirmaram os policiais, o que intrigou foi a ausência dos pais e familiares na busca pela garota e pelo garoto.
A investigação diz que há possibilidade de que eles tenham sido trazidos ou comprados na Argentina. Os suspeitos, incluindo o líder do templo satânico, que é do Rio Grande do Sul, foram detidos logo após o Natal. Ele negou o crime, mas relatou as práticas satanistas. "Ele mesmo diz que viaja pelo mundo, por vários países do mundo fazendo esse trabalho, mas diz que sequer mata animais, diz que só pratica bruxaria", afirma o delegado Moacir Fermino.
O delegado ainda ressaltou que, no templo, foram apreendidos materiais que podem estar relacionados com o sacrifício. "Provas contundentes", adiantou o delegado, acrescentando que autoridades da Argentina já entraram em contato com a polícia na tentativa de identificar as crianças.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Pastores são indiciados por estupros de membros de igreja em Goiás

Os acusados negam ter cometido os crimes. Entre as vítimas, estão adolescentes

Pastores são indiciados por estupros de membros de igreja em Goiás
Notícias ao Minuto Brasil
Há 19 Horas por Notícias Ao Minuto
Justiça Sacrifício de Abraão

Um casal de pastores foi indiciado por estupros de fiéis, nessa quarta-feira (18), em Edeia, no Sul de Goiás. Antônio Carlos de Jesus e Jéssica Teles da Cruz, presos desde setembro, induziam as vítimas, sendo a maioria adolescentes, a ter relações sexuais alegando que era para quebrar maldições. Os acusados negam ter cometido os crimes.



Ainda de acordo com a reportagem, o pastor estuprou cinco fiéis da Igreja Falando com Deus. Duas das vítimas tinham 13 e 14 anos. A mulher, por sua vez, responderá pelos abusos sexuais cometidos contra duas adolescentes. “Constatamos que ela teve participação e deve responder pelos crimes porque ajudava a amedrontar as vitimas, instigava o medo e ajudava a convencê-las de fazer o ‘sacrifício’”, explicou o delegado.
O caso foi descoberto graças à mãe de uma vítima, de 16 anos, que questionou sobre virgindade no namoro. “O pastor disse que ela deveria fazer o ‘Sacrifício de Abraão’ porque ela tinha a maldição de sexo e só quebrava com sexo. Ele falava que, se não fizesse, a mãe e os irmãos iam morrer, usava a fé e o medo”, explicou Barreto.
O delegado acredita que podem haver mais vítimas. “Acreditamos que teve gente que não quis falar, ficou com receio de revelar. Mesmo com a conclusão do inquérito, as vítimas que desejarem podem procurar a delegacia para denunciar os abusos”, explicou.

comentário do blog:

É muito triste nos depararmos quase que diuturnamente com este tipo de notícia, o que torna mais grave é o cunho religioso, que nos coloca com um pé na frente e outro atrás, visto  que, em época de tanta discriminação e preconceito religioso, cabe as autoridades, investigarem a fundo este fato, para que se não cometam injustiças. Sabemos que existem aproveitadores, embusteiros, estelionatários e outros tipos de criminosos dentro de todos os segmentos religiosos, mas não podemos generalizar, pois como advogado, já atuei em muitos casos de pessoas que foram acusadas de terem cometido crimes os mais nefastos possíveis, e no final, logramos comprovar a inocência dessas pessoas, não quero dizer que este é o caso, mas cautela e investigação são binômios que andam entrelaçados. todavia, comprovada a culpabilidade  dos indiciados, obedecendo-se o princípio da ampla defesa e da inocência, pois segundo a nossa Carta Magna todos são inocentes até prova em contrário, entre outros direitos garantidos a qualquer acusado (indiciado), aí então aplique-se a lei, pois a lei é "sede lex dura lex", a lei é dura mais tem que ser obedecida.

João Batista de Ayrá/advogado/jornalista/Sacerdote afro brasileiro/ whatSapp  99136-4780

domingo, 15 de outubro de 2017

Papa torna santos os primeiros 30 mártires do Brasil

Cerimônia canonizou fiéis massacrados no RN em 1645

Papa torna santos os primeiros 30 mártires do Brasil
Notícias ao Minuto Brasil
HÁ 11 HORAS POR ANSA
MUNDO CERIMÔNIA
Maior país católico do mundo, o Brasil ganhou 30 novos santos na manhã deste domingo (15). Em uma cerimônia na praça São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco canonizou os "mártires do Rio Grande do Norte", grupo de fiéis católicos assassinados por holandeses calvinistas em 1645.

 Pronunciando a fórmula ritual da canonização, o Pontífice declarou santos os sacerdotes diocesanos André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, o camponês Mateus Moreira e outros 27 leigos, incluindo quatro crianças.
Ao anúncio do Papa, um grande aplauso se elevou da multidão formada por peregrinos e delegações oficiais provenientes do Brasil e dos países de origem dos outros cinco santos proclamados por Francisco: os adolescentes indígenas mexicanos Cristobal, Antonio e Juan, que viveram no século 16, o espanhol Faustino Míguez (1831-1925), e o italiano Angelo d'Acri (1669-1739).
"Não se pode dizer 'Senhor, Senhor', sem viver e colocar em prática a vontade de Deus. Necessitamos nos revestir a cada dia com seu amor, de renovar a cada dia a escolha de Deus. Os santos canonizados hoje, sobretudo os tantos mártires, indicam esse caminho. Eles não disseram 'sim' ao amor apenas com palavras, mas com a vida, e até o fim", disse Jorge Bergoglio em sua homilia.
Os dois padres e 28 leigos do Rio Grande do Norte são os primeiros mártires brasileiros santificados pela Igreja Católica, encerrando um processo de quase três décadas. A história dos massacres de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, só começou a ser divulgada no fim dos anos 1980, graças às pesquisas do monsenhor Francisco de Assis Pereira (1935-2011), que escreveu um livro sobre o tema, chamado "Beato Mateus Moreira e seus companheiros mártires".
Segundo o relato da Igreja, invasores holandeses calvinistas assassinaram 69 pessoas que assistiam a uma missa celebrada pelo padre André de Soveral na cidade de Cunhaú (atual Canguaretama), em 15 de julho de 1645.
Menos de três meses depois, em 3 de outubro, outro grupo de católicos foi massacrado, em uma paróquia de Natal. De lá, o sacerdote Ambrósio Francisco Ferro foi levado para a cidade de Uruaçu (São Gonçalo do Amarante) e morto ao lado de outros 80 fiéis.
De acordo com Pereira, todos foram assassinados porque os holandeses, que também recrutaram índios para realizar o massacre, não admitiam o catolicismo nas áreas sob sua dominação. Segundo seu relato, o camponês Mateus Moreira repetia a frase "Louvado seja o Santíssimo Sacramento" antes de ter seu coração arrancado.
Algumas vítimas tiveram as línguas arrancadas para que não fizessem mais suas orações católicas. Outras tiveram braços e pernas decepados. Crianças foram partidas ao meio e degoladas.
Calcula-se que cerca de 150 pessoas tenham morrido nos dois ataques, mas apenas 30 foram identificadas, beatificadas e canonizadas. Desse total, 28 eram brasileiras, uma era portuguesa, e outra, possivelmente francesa ou espanhola.
O processo de beatificação dos mártires foi aberto em 16 de junho de 1989 e concluído em 5 de março de 2000, em uma cerimônia celebrada pelo papa João Paulo II. Em geral, o rito de beatificação e canonização pede a comprovação de milagres, mas essa condição é dispensada em caso de martírio por motivos de ódio à fé católica.
Os 30 brasileiros canonizados pelo Papa neste domingo são: André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira, Antônio Vilela Cid, Antonio Vilela e sua filha (identificada apenas como uma criança do sexo feminino), Estêvão Machado de Miranda e duas filhas (também não identificadas), Manoel Rodrigues de Moura e sua esposa (não identificada), João Lostau Navarro, José do Porto, Francisco de Bastos, Diogo Pereira, Vicente de Souza Pereira, Francisco Mendes Pereira, João da Silveira, Simão Correia, João Martins e seus sete companheiros (identificados apenas como um grupo de jovens que se recusaram a lutar pela Holanda contra Portugal), a filha de Francisco Dias - que não está entre as vítimas, mas é provável que ele tenha morrido junto à pequena -, Antônio Baracho e Domingos de Carvalho. Com informações da Ansa.